A Seleção - Kiera Cass

by - agosto 08, 2014

TÍTULO: A Seleção
SÉRIE: The Selection
AutorA: Kiera Cass
EDITORA: Seguinte
ANO: 2012
PÁGINAS: 368
ISBN: 9788565765015
Sinopse: Para trinta e cinco garotas, a “Seleção” é a chance de uma vida. Num futuro em que os Estados Unidos deram lugar ao Estado Americano da China e mais recentemente a Illéa, um país jovem com uma sociedade dividida em castas, a competição que reúne moças de dezesseis e vinte anos de todas as partes para decidir quem se casará com o príncipe é a oportunidade de escapar de uma realidade imposta a elas ainda no berço. É a chance de ser alçada de um mundo de possibilidades reduzidas para um mundo de vestidos deslumbrantes e joias valiosas. De morar em um palácio, conquistar o coração do belo príncipe Maxon e um dia ser a rainha.
Para America Singer, no entanto, uma artista da casta Cinco, estar entre as Selecionadas é um pesadelo. Significa deixar para trás Aspen, o rapaz que realmente ama e que está uma casta abaixo dela. Significa abandonar sua família e seu lar para entrar em uma disputa ferrenha por uma coroa que ela não quer. E viver em um palácio sob a ameaça constante de ataques rebeldes.
Então America conhece pessoalmente o príncipe. Bondoso, educado, engraçado e muito, muito charmoso, Maxon não é nada do que se poderia esperar. Eles formam uma aliança, e, aos poucos, America começa a refletir sobre tudo o que tinha planejado para si mesma — e percebe que a vida com que sempre sonhou talvez não seja nada comparada ao futuro que ela nunca tinha ousado imaginar.  (Skoob).
Um livro muito rápido e gostoso de ler. A Seleção nos presenteia com uma rica descrição e muito dinamismo.

Na história somos apresentados a um país  - Illéa – que após várias guerras voltou a ser a uma Monarquia e estabeleceu que o povo deveria se dividir em castas. Este é um tema que desperta minha atenção, toda a complexidade das normas e a formação de cada casta me fascina.

Em A Seleção as castas são intituladas por números, sendo a Um a casta mais nobre e a Oito a mais pobre. Nossa protagonista, America, pertence a casta de número Cinco, formada por artistas, e faz tudo o que é possível para que este número não exerça influência sobre a sua pessoa.

America trabalha com sua mãe como cantora e já planeja todo o seu futuro, ela sonha em se casar com Aspen, seu namorado que pertence a casta Seis. Mas como nada é tão simples, ela terá que enfrentar toda a burocracia, sua família e, é claro,  o destino – que acaba sendo o maior vilão deste sonho. 

Nossa protagonista recebe um presente – grego – do destino, um convite chega em sua residência convocando todas as jovens entre dezesseis e vinte e um anos para, se quiserem, participar da Seleção: um estilo de concurso que é promovido sempre que um príncipe chega a maioridade com o intuito de encontrar a perfeita princesa. É a partir deste convite que toda a trama se desenrola.

Nossa protagonista tenta ao máximo estar a margem deste concurso e constrói logo no comecinho uma curiosa amizade com Maxom – o príncipe. Isto foi, sem dúvida, o que mais gostei durante a leitura. Estes dois juntos me fizeram gargalhar e suspirar o tempo todo!

Maxom, é o típico personagem que à primeira vista não parece ser um cara legal, afinal todo este estardalhaço para encontrar sua futura esposa não cai nada bem. Mas, com o desenrolar da trama, vamos percebendo que ele é só mais uma peça no tabuleiro e pouco a pouco vamos nos encantando por ele. Deu pra perceber que sou #TeamMaxom?

Não sei porque, mas desde o começo (para ser mais específica, desde a primeira fala) eu não suportei o Aspen e toda a sua obsessão por conta da Amercia ser de uma casta superior a dele e, por conta disto, ele não poder bancá-la. Sério, todo o machismo deste personagem me fez detestá-lo, mesmo compreendendo que ele tem uma vida difícil e complicada, já que trabalha muito para sustentar toda a sua família.

E por falar nos personagens, alguns secundários também merecem destaques. Começando pela irmã mais nova de America, a May. Essa menina e uma fofa e eu adoraria saber mais sobre ela. Em segundo lugar, fica a mãe de América que me pareceu um pouco intragável e autoritária, todos os seus planos para sua filha e sua empolgação para que ela participasse da Seleção sem nem ao menos cogitar se isto era o que America queria para si me fez desprezá-la com vigor. E, por fim, temos a Celeste – a vilã da história – esta garota faz tudo o que pode para passar por cima de todas as garotas e na frente do príncipe age como uma verdadeira dama, mas devemos reconhecer que sem ela toda a Seleção seria bem sem graça. 

A história em si não é muito bem desenvolvida neste primeiro livro, não há uma grande trama se desenrolando, já que o foco dele fica no concurso. Mas, não se preocupe que isto basta para nos prendermos do início ao fim!

A Seleção é um livro curto, sem descrições exageradas e nos traz uma leitura simples e envolvente. Kiera mantém um ritmo super gostoso de acompanhar e quando menos esperamos estamos na última página e desejando loucamente o segundo livro, já que o final deste foi bem intenso.

Todo este clima de romance, castelo, vestidos, príncipes e princesas me fez por vezes esquecer que estava dentro de um livro distópico futurista e eu me deixava levar por este ambiente medieval que, particularmente, me encanta. Mal vejo a hora de ter em mãos A Elite e continuar viajando por este mundo tão cativante.

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1 comentários

  1. Ahhhh essa foi uma das melhores trilogias que li esse ano! ^^
    No começo fiquei com receio achando que não ia ser um livro empolgante com ação, mistério e etc, apenas intriga entre garotas e o estresse costumeiro dos triângulos amorosos...mas, para minha maravilhosa surpresa a história nos mostra muito mais do que vestidos e etiqueta. Tem toda uma revolução, segredos e problemas políticos acontecendo no reino e isso foi muito bom pra quebrar a ilusão de contos de fadas e aproximar da verdade do que seria uma sociedade vivendo no regime monárquico.
    AMEI o encontro de fãs da trilogia realizado pela editora Seguinte ao qual participei e, inclusive, pude conhecer a Ana pessoalmente, mesmo que brevemente. ^^
    Para quem ainda não leu, leiam pois vale a pena!
    Bjs!

    Camilinha

    ps: estou chorando horrores inconformada, pois no dia que a Kiera estará na Bienal (23/08) não poderei ir já que estarei presa na facul tendo aulas, apresentando trabalho e fazendo prova da minha pós-graduação das 8 da manhã a quase 6 da noite. Então quem puder ir nesse dia, não percam essa chance pelo amor do nosso bom Deus!!!!

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